Olá, amigos, colegas e leitores! Aqui estou para fazer um review do projeto da Draco. Lembram-se dele?
Foi feita uma seleção de histórias BL, organizada por Tanko-chan no ano passado para a publicação de um livro pela Draco Editora. Foi lançado este ano primeiramente em e-book e devido ao sucesso de vendas, foi feito o impresso, que eu comprei este mês. ^^ Eu participei, mas não fui selecionada. Porém, existe sempre aquela curiosidade de ler os vencedores! Hehehe E claro, dar apoio a Tanko-chan que sempre apoiou o Futago Estúdio. Mas eu comprei para apoiar o projeto e claro, ler histórias BL. No entanto, o tema era fantasia e nesse projeto senti que a fantasia foi bem mais privilegiada do que o Bl em si. Vou explicar falando de cada história.
Analisando o título: Boy’s Love – histórias de amor sem preconceito.
Lendo o título, algum desavisado pode achar que o tema é esse mesmo, amor sem preconceito entre homens, mas não é. É pura fantasia e aventuras. É óbvio que o subtítulo remete indiscutivelmente ao conteúdo com histórias homossexuais, já que , infelizmente, palavras como preconceito, violência, drogas e tudo que é palavreado ruim vem grudada na palavra homossexualismo. Nessa obra, um ou outro personagem sofre bullying, mas não é o cerne das histórias. O amor, a meu ver, foi deixado em segundo plano na maioria das histórias. Então o título ficou até meio que deslocado do conteúdo. Tem amor, mas não pareceu o foco. No geral, ninguém fez mais que algumas linhas para descrever o amor e a parte sexual. Em uma das histórias, não tem nem beijo. A questão “seme” e “uke” foi deixada de lado, você leitor que decide isso. Enquanto no Japão, encontramos light novels com títulos como “ O masturbador” e “Meu furinho está doendo e a culpa é sua”, aqui, pra baixo do Equador, onde não existe pecado, o livro da Draco é bem recatado e até inocente. Rsrs Não é uma crítica, é uma observação, já que existem BLs softs e isso não é crime. Os escritores são todos letrados e adultos.
O Público alvo:
O projeto parece ter sido feito para um público que desconhece totalmente o BL. Logo na introdução, Tanko explica o que é BL, yaoi e a carência dele no Brasil. Apesar de eu achar que esse livro dificilmente será comprado por pessoas que desconhecem o gênero, ele foi feito para “não fujoshis”. Na minha opinião, esse livro poderia ter sido feito exclusivamente para as fujoshis, sem medo de ser feliz. Afinal, todo dia nasce uma fujoshi que pega um material sem explicação do que é e gosta. O Blyme já tem um público ótimo para ler este livro. Pra mim, foi o mesmo que Lancaster fez tentando explicar o que é mangá, o que era Jump pra depois falar o que era Ação Magazine no seu super-blogue visitado por otakus, pessoas que já conhecem a Jump e leem porque já conhece o assunto. Quase que o homem explica o que é Japão e onde ele fica. Tenho a impressão que o brasileiro tenta sempre justificar suas escolhas artísticas, um tanto na defensiva. É estranho porque nenhum autor explica o que é ficção científica na introdução de um livro. Nem o que é poema. É só com mangá que acontece. Acho que seria melhor, a introdução se limitar ao processo de escolha das obras, temas e o objetivo do projeto. Não tratar o negócio como algo pequeno e excluído da sociedade, pois temos que erguer a cabeça e o povo que pesquise!
A capa e qualidade!
Sobre a logo tem escrito “boisu rabu” em katakana, que remete a algo do Japão. O desenho da Tanko, que é profissional, e ela gosta de dizer isso, apesar da gente ver que ela é indiscutivelmente profissional. ^^’ A capa está muito linda e todos concordam! Mas não sei de qual conto os personagens da capa são. Não identifiquei ainda. Vou ler mais uma vez pra sacar... Talvez o personagem Primo com orelhas pontudas da Tanko mostrasse mais o conteúdo, que não é só Boyolice. A qualidade gráfica e diagramação estão impecáveis! Nesse quesito, a Draco está de parabéns! Adorei, acho que vale o preço. Está chique mesmo!
Como todo conto BL, ou light novel, dentro, encontramos algumas ilustrações. Lucro! Porque a princípio, não teria. As ilustrações são muito bonitas e feitas pela Tanko. Entretanto, não há nenhuma ilustração de cenas sensuais e beijos, que são típicos dos BL que eu e a Shirubana lemos. Lógico que as Fujoshis adoram a parte sexual. A Tanko cita Gravitation, na introdução, como exemplo, mas uma das reclamações do público de Gravitation Red e Blue foi justamente à falta de desenho picante e cenas mais ousadas. E isso aconteceu no projeto da Draco. Não estou falando de cenas pornô, mas de cenas sensuais, que mostram muito mais que olhares. A fujoshi que espera sangrar o nariz, pode esquecer. Estamos falando de fantasia!
Na entrada de cada conto, foram colocadas retículas. No conto intitulado Alma Mecânica, de Agatha Yukari, um conto sombrio e tecnológico, e Além da Fábrica de Rubem Cabral, as retículas delicadas de flores e estrelinhas não combinaram com o conteúdo do texto. Mais valia não pôr nada e colocar o título no meio, um pouco maior. As retículas são muito delicadinhas e aconteceu o chato efeito Moiré, que também aconteceu em nossos mangás. Infelizmente, as gráficas do Brasil não são preparadas para retículas fininhas e diminuídas.
Contos.
O primeiro conto é de Inês Montenegro e é intitulado: A última troca. É um conto de terror. Mas não vou analisar a fundo porque está em Português de Portugal, então, meu conceito pode ser prejudicado pela Língua que é um pouco diferente da nossa. Os diálogos soam floreados demais e o texto é meio enroscado de ler. Li três vezes pra ver se entendia mesmo, mas não posso dizer se tá a contento. Nas regras do concurso dizia que podia qualquer nacionalidade, desde que em bom Português, mas não houve uma adaptação de algumas palavras, como colecção e controlo, etc. Não atrapalham, mas também não ajudam na fluência do texto. Eu achei que os personagens de Inês não foram bem construídos psicologicamente, mas não sei se é por causa da Língua, ou do jeito dela escrever. Eduardo, não tem vida, apesar de sofrer bullying psicológico. A aventura não surpreende porque o desenrolar da trama é previsível. E entre diálogos estranhos entre os protagonistas e duas cenas de amor duvidosas, acontecem assassinatos. Histórias de lobisomem. O amor não ficou em primeiro plano e não faz falta na trama.
O segundo conto é de Mácia Sousa, A Floresta Branca. Essa menina escreve muito bem! Até alivia ler algo em bom Português! Entretanto, esse conto, de longe é o que menos pareceu um BL. Não sentimos sequer o perfume de BL. Os protagonistas se chamam de amigos e tem duas cenas minúsculas que mostram que Ravin e Draude tem treta amorosa. Um beijo roubado e um lembrança de um deles deitado no colinho do outro, sem maiores descrições. No mais, a história de Agnel, a irmã de Ravin rouba toda a cena. A história da irmã é muito forte e tem intrigas amorosas com o Lorde. Aliás, em nenhuma história desse livro, existem intrigas amorosas e disputas. O amor não é colocado como algo realmente importante. A aventura desse segundo conto é alucinante, e até interessante. Mas onde está o BL? A impressão que eu tive foi que a autora deu jeito de transformar a amizade em um tímido BL pra poder encaixar na seleção. É pura fantasia.
O terceiro conto é de Fábio Baptista e chama-se Sobre Ele. Narrado em primeira pessoa e com os protagonistas sem nome! Apenas o garoto gordinho é nomeado como Dentão. No começo, a protagonista feminina, narra seu súbito amor por um homem bonito, num mundo caótico. Como é um BL, a gente já sabe que ela vai tomar toco do cara, que é apaixonado por outro homem, que ele espera reencontrar. Há um especial tratamento narrativo do amor dela por ele. A amizade deles é linda e muito bem descrita. Mas depois que ele confessa que está esperando seu amado, a história muda de clima completamente e passa para uma aventura inusitada, tão inusitada que beira a comédia. Eu e a Shirubana rimos muito desse conto. Não vou fazer spoiler, leia! Vai de um romance 50 tons de cinza para um pastelão com disco voador. As cenas de sexo, como em todos os outros contos, deixam a desejar, apesar de nossos escritores serem exímios em detalhes narrativos. Eu senti que o autor sabe muito bem descrever o amor de uma mulher por um homem, suas inseguranças e expectativas, mas não sabe descrever bem o sentimento de um homem pelo outro.
O quarto conto é de Priscilla Barone, Reminiscência. O nome dela foi escrito errado na apresentação dos autores... Desse conto eu gostei bastante! Muito bem escrito, história leve e o romance dos cientistas ficou legal, bem BL. A parte de descrição do sexo do casal estava ficando ótimo, até ser podado também. Mas é o mais longo de todos. A palavra sexo aparece pela primeira vez no livro! Rsrs Porém, não podemos esquecer que é uma fantasia e é um conto de ficção científica. Ficou muito bem feito até a hora da máquina do tempo. Se você pudesse voltar ao passado, você tentaria salvar alguns dos jovens do incêndio da boate Kiss ou tentaria impedir o incêndio? Ainda mais se você pode definir para onde quer que o buraco de minhoca te leve com a força do pensamento. Bug de roteiro. O final é ambíguo. Mas admiro a Priscilla por se aventurar em viagens no tempo, que é muito difícil de fazer sem deixar o leitor maluco.
O quinto conto é de Diego Umino-Hatake, intitulada A Fabulosa Receita de Yoshi Koga. Nessa história temos uma pausa nas aventuras extasiantes anteriores. É um conto bem cotidiano e fofo. O senhor Yoshi e sua gata Mimi são dois fofos! Yoshi vive e trabalha numa confeitaria. Como ele é um bruxo, ele prepara uma torta especial que tem o poder de atrair o amor de sua vida. É muito engraçadinho e essa torta tem uns porém, que dão o charme da história. Yoshi é o único personagem desse livro que está à procura do amor e tem que lutar contra seu próprio preconceito. O final é muito legal, mas faltou nos brindar com as cenas de amor homossexual. Sobrou um bom espaço em branco no final que podia ir um pouco mais além. Pô! Nem um beijo!? Rsrs Eu vou escrever pro autor me enviar o resto! É o terceiro conto que tem ilustração.
O sexto conto é de Agatha Yukari, Alma Mecânica. Pelo título você mata a história logo no começo... Mas isso não impede que você se divirta lendo. O protagonista é um coletor, ou seja, a morte. É um mundo de robôs e pessoas biônicas envoltas em guerras entre pessoas contra a tecnologia e pessoas a favor. Guerras são assuntos constantes em fantasia. Os tolos humanos são contra robôs inteligentes porque eles podem matar! E a tecnologia é só para ricos! Bom, voltemos ao BL. A morte está apaixonada, ou melhor, demora para entender que está amando um moleque estranhamente cego, já que a tecnologia permite olhos biônicos. Na página 96, Oliver se contradiz ao dizer, sou cego, o mundo não tem a mesma GRAÇA pra mim quanto pra quem enxerga. Aí a morte diz pra ele que colocasse os olhos biônicos então. Mas ele diz que não quer estragar a visão de mundo perfeito dele com algo TOLO como imagens... Ué? Oliver nunca viu antes!As cenas de sexo também deixam a desejar.
O sétimo conto é de Rubem Cabral, Além da Fábrica. Esse conto me pareceu aqueles longos sonhos/pesadelos que a gente tem de vez em quando. E tenho a impressão que já li algo assim em algum lugar... sem o BL. TOM-43878 é o protagonista, sua vida, no que eles chamam de Fábrica é tão chata que dá vontade de dar um tiro na própria cabeça e acabar logo com isso... Aí surge o jovem KAL-100032, que fala suaíle e que tenta abrir os olhos de TOM para o que haverá além da Fábrica. Os dois acabam se apaixonando em meio à vida chata deles, mas o amor deles também não é dos mais empolgantes. Depois que eles se amam, começa uma aventura alucinante e solitária do protagonista em busca de respostas. O texto é pesado e tem uma filosofia que rouba o amor do texto. É uma crítica a religião, ao modo como vivemos sem prestar atenção no que há por trás das coisas e no conformismo da humanidade em trabalhar, comer e dormir... O final é interessante...dá medo. Lembrou uma viagem de avião que eu fiz...medo...
O oitavo conto é escrito por Melissa de Sá, A Ultima Vez. É o segundo conto com floresta... Lorremin está fugindo da guerra e reencontra Malerk, seu antigo amor, sem querer. Os dois já estão velhos e esse encontro é para resolver rusgas do passado dos dois, que eram meros estudantes de magia. Ambos não são personagens simpáticos ao leitor. É meio tenso a narrativa. O motivo da princesa Brucei subir ao poder e fazer guerra contra a escola onde ela era uma candidata a Excelcior não ficou claro. Ficou até duvidoso. Mais um conto onde o mundo deles é o foco na narrativa. É uma escola parecida com a escola de Harry Potter, mas sem as mesmas emoções. Os flashbacks não têm ordem cronológica e fica bem bagunçado. A falta de empatia dos personagens faz a gente não torcer por eles no amor. Também com final ambíguo. Por coincidência, os dois contos que tem floresta não me apeteceram. Mas eu não posso falar nada da escrita de ambos, que são muito bons!
Nono conto, que é o último, é escrito por Tanko-chan, chama-se Jaulas. É de longe o texto mais pesado do livro. Mas não em termos sexuais, porque essa parte ficou igual aos outros contos.Mas é um texto que tem narrativa de documentário ou relatório científico. A prosa poética ficou apenas nas cartas, o restante soa como diário do cientista, fazendo a história ficar corrida e cheia de informações demais. É narrado em primeira pessoa. As únicas pessoas que têm nome sem abreviação é a Helen, a Mary, os mimesia Red e Ginger e Primo, que são criaturas capturadas na recém descoberta ilha K, em Madagascar. Os mimesia são capturados e expostos no zoo de N, pelo Sr. W.G., um milionário excêntrico que quer casar suas filhas com o protagonista LN e lucrar com os mimesia. LN cuida e estuda o mimesia rebelde, que ele chama de Primo. Aí, vai história, história, história até que no final o mimesia rouba um beijo do LN. Susto! Porque até então, não havia sinais no texto de que LN estava afim do mimesia! Parecia um interesse científico normal. Cansativo até. Tudo bem que eu li às 4 da manhã, mas nessas horas eu e a Shiru ainda estamos vivas. Quando chega na parte que LN descobre e faz amor com o Primo, acabam as narrativas documentário do dia a dia. A análise do LN do dia a dia deles como namorados não tem. A cena é cortada quando chega uma desgraça. São seis linhas de descrição do sexo, nenhuma sobre o amor, contra centenas de linhas sobre Ginger, Red, bebês mimesia, e toda a filosofia se eles eram gente ou não, típicos da época. Tem coisas que poderiam ser tiradas do texto pra dar mais espaço ao amor dos dois. Eu tiraria o Red e a Ginger, tiraria a Helen e a Mary e ocultaria a morte do pai de LN, que não afeta a trama, nem o piscológico de LN. Por que eu tiraria o casal mimesia? Porque eles não são os únicos! Tinha mimesia até dançando no Moulin Rouge. No final, entendi que LN ainda tratava Primo como aberração. A gente espera que LN tenha uma atitude grandiosa depois que descobre o amor, ou que o Primo nos surpreenda, mas quem salva o dia é outra pessoa... Apesar da história se passar na época da rainha Vitória, LN não tem maiores preocupações a respeito de sua sexualidade e nem sobre amar um mimesia. Ele é super resolvido nessa parte, mas na parte científica ele é passivo e cheio de grilos. Ele é maternalista com Primo e as vezes esqueci que o protagonista era homem. Talvez uma narrativa em terceira pessoa ajudasse mais na personalidade do personagem. Esperava mais desse personagem. Mas o conto é bom e bem escrito. Esse conto me lembrou o conto da Clarice Lispector, chamado A Menor Mulher do Mundo. A Tanko parece a reencarnação dessa autora! Eu sempre penso nela quando leio algo da Tanko! Estranho...
Concluindo, a coletânea Boy’s Love – Histórias de amor sem preconceito vale a pena ser lido. Qualquer um pode ler, até menores de idade. Pois não tem absolutamente nada nele que assuste um desavisado. Acho que essa era a intensão do Erick, que talvez quisesse começar devagar e agradar gregos e troianos e lusófonos, mas pode deixar a desejar pra fujoshis e fudanshis. Também serve como introdutivo ao estilo fantasia. Infelizmente não tinha nenhum conto com vampiros, que é o que me atrai mais dentro da fantasia, depois da ficção Científica. Os escritores têm muito potencial, e estão de parabéns. Qualquer um ali, podia levar um livro inteiro, solo. Principalmente a Tanko, que tem múltiplos talentos. Ela é boa tanto na escrita quanto no desenho. Ela podia fazer um mangá tranquilamente ou levar um livro solo de boa. Mais espaço ia ser tudo! Acredita mais, amiga! Parabéns ao projeto! O próximo é uma coletânea de quadrinhos BL. Vamos ver no que vai dar!
Adquira o seu exemplar neste link, o frete é grátis! Editora Draco - Boy's Love - Histórias de amor sem preconceito.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Lançamento na Comix! Dia 21, sábado.
Olá amigos! Estaremos sábado na loja da Comix, para mais um lançamento dos mangás dos selo HQMangá, da HQM Editora. Esperamos por todos lá!
Ah! O Site do Futago Estúdio está temporariamente fora do ar devido a manutenção do sistema. Por isso, não temos acesso aos e-mails tbém. Espero que entendam. Logo volta ao normal.^^
Ah! O Site do Futago Estúdio está temporariamente fora do ar devido a manutenção do sistema. Por isso, não temos acesso aos e-mails tbém. Espero que entendam. Logo volta ao normal.^^
domingo, 1 de junho de 2014
Garoto X - Nada como um psiquiatra sexy...
Olá, queridos amigos, colegas e leitores! Esta é a primeira ilustração do meu próximo mangá chamado Garoto X.^^Espero que gostem do meu psiquiatra sexy! hehehe
Eu fiz umas mudanças no roteiro para dar mais páginas e também acrescentei novas ideias. E amanhã eu começo a trabalhar no mangá a toque de caixa pra sair junto com Vitral 7.
Agora me sinto bem mais confiante para fazer uma série! Afinal, terminei os seis volumes de O Príncipe do Best Seller e também porque não teremos mais o problema da parada longa entre volumes, que aconteceu da primeira vez - algo que faria qualquer um desistir... Mas eu sou como o meu personagem, o Theodore! Sou brasileira e não desisto nunca! hehehe Estou feliz por ter terminado um mangá e já poder lançar outro em seguida pela mesma editora!
A próxima ilustração será do próprio Garoto X, ou simplesmente X, o rapaz misterioso que perdeu a memória e que se torna paciente do Dr. Ellie. Depois vou apresentar os outros personagens da série: Baskiah, Malcon, Chantal e outros, e mais algumas páginas de amostra pra todos poderem acompanhar a produção deste mangá.
Ainda não defini quantos volumes serão, e talvez não defina, assim posso ter mais liberdade pra criar. ^^ Metaforicamente falando...vamos caminhar conforme a estrada. O conto tinha 8 capítulos curtos. Mas o mangá terá mais coisas acontecendo além da trama principal. Bom, vou dar o meu melhor e tentar mostrar alguma evolução na arte e no roteiro. Eu aprendi muita coisa com OPDBS que me ajudarão muito nessa nova empreitada. Espero que seja uma mangá com menos erros possíveis.
Estou montando a nova página de GX no site do Futago. Apenas para maiores! hehehe Espero que gostem.
Bom, é isso! Continuem apoiando o Futago Estúdio e acessem a nossa loja do Futago que está cheia de novidades! Entre elas, os novos brindes, que são os cartões do Dia dos Namorados Boys Love! Só o Futago tem cartões BL!
Tivemos um probleminha com a falta dos volumes seis no mês de março, mas já estamos funcionando normalmente agora! Com entregas imediatas de todos os produtos da Loja. Tbém temos Vidas Imperfeitas 2 e 3 e Salvation 1 à venda com um frete lindo.^^ Não percam as promoções de junho!
beijosss a todos!
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Vantagens e desvantagens de se fazer mangá no Brasil.
Olá amigos, colegas e leitores!
Hoje eu vou falar sobre as vantagens e desvantagens de se fazer mangá no
Brasil. Claro que as desvantagens são bastante conhecidas de todos, e eu ando
numa vibe de positividade, por isso
vou tentar me ater às vantagens.^^
A primeira vantagem é, sem dúvida,
a melhor de todas! Somos livres pra criar. Podemos criar qualquer história, com
qualquer tema e qualquer gênero. Não precisamos ficar presos à moda do momento
e nem fazer o que uma editora quer que façamos.
Essa liberdade existe no Japão também, mas lá, por causa da correria que
é a produção, não dá pra pensar bem no roteiro. Então é preciso que o editor
cuide dessa parte junto com o artista. Aqui não, nós podemos ser mais
autênticos com nossas obras. O que pode
ser bom a primeira vista para muitos, pode ser ruim, pois às vezes um editor
pode distorcer a sua obra ou ideia original em nome do mercado e do público
alvo. Afinal, não existem apenas bons editores no Japão, existem os ruins. Aqui podemos ser realmente autênticos! Nosso
público alvo ainda está em processo de formação. Os brasileiros não dão muito
valor a isso, mas pense: se vc tivesse nascido lá no Japão, talvez seus
personagens jamais existissem! Seu tema escolhido podia ser podado por já estar
batido e ninguém veria a sua interpretação do tema. Ou pior, vc poderia ser
obrigado a explorar um tema da qual não queria explorar, simplesmente porque
quem manda é o editor e o mercado. Por
exemplo, o vampiro ficou na moda no Japão e uma autora foi obrigada a mudar
seus bruxinhos para vampirinhos. Tudo pra vender.
A outra vantagem é não ter
obrigação de desenhar com pressa. Todos sabem da rotina de um mangaká japonês.
Eles fazem 40 páginas por semana, pra revistas semanais. Apesar de ganhar por
página eles precisam contratar pessoas e mesmo assim a rotina é dura. Em muitos
casos, acredito que existam no Japão autores “impostores”, que são pessoas
capazes de desenhar mais ou menos, e camuflam isso usando o talento dos
assistentes. São eles que fazem os detalhes, cenários, roupas, retículas, etc. Quando
não, o artista não chega a ser autêntico, transformando um mangá numa fábrica
de coisas iguais, com capítulos fáceis de engolir, repetitivos e personagens
sem vida, pois não houve tempo de desenvolvê-lo bem. Um exemplo disso é o mangá
Sakura Gari de Yuu Watase. As primeiras 74 páginas ela fez sozinha, sem
assistentes, mas depois disso foi obrigada a contratá-los, pois cansa muito. Dá
pra notar a mudança sutil, mas eu estava adorando ver a Yuu pura, só ela!
Estava primoroso, depois se transformou num mangá normal. Ou seja, aqui no
Brasil, vemos o autor como ele é. Sua história, seu traço, sua artefinal, puro!
Mesmo que não seja um autor de nível alto ainda, vemos o que o autor pode
fazer. Podemos ver isso por um ângulo positivo, ao invés de ficar lamentando
não estar no Japão. Não digo pra ficarem tomando água de coco e esperando a
vida passar, e nem achar que os brasileiros devam aceitar sua preguiça de
melhorar, mas podemos e temos todo o tempo do mundo para “lamber” a página até
ficar boa na nossa concepção. Não precisa ter TOC e redesenhar um milhão de
vezes, mas podemos nos dedicar sem a pressão.
A outra vantagem é justamente
poder ter leitores verdadeiros, que realmente gostaram de seu trabalho nu e cru
e não um bando de otakus na febre do mangá, que vão ler e jogar seu mangá fora
depois que ler. Milhões curtem Dragon Ball, mas às vezes nem leram o mangá,
viram o anime ou até compraram os mangás, mas deixam juntar poeira na estante. São
mangás Ivete Sangalo, todos dizem que a amam, mas poucos compraram um CD original
dela... O sucesso é uma questão muito delicada. É medida em vendas, dinheiro e
status, nunca em qualidade da obra. Uma prova disso, são os autores daqui que
anunciam mangás e não lançam nunca, mas têm centenas de fãs curtindo a página
no face. Isso é só fama, não é obra em si. No que eles contribuem?
Não to querendo tapar o sol com a
peneira apenas pra fazer vc se conformar em não ter milhares de leitores, mas o
fato é que os grandes autores nem chegam a curtir a fama, não ligam pra números
de ranking. Nada no mundo me faz ser fã e curtir One Peace, por exemplo. Mesmo
com os 140 milhões de cópias que vende. Nem a fama do Dragon Ball me faz gostar
do traço do Akira. Em outras palavras, pra quem não gosta, de que serve a fama?
Então se apoiar em número de vendas pra dizer que o que vc curte é bom não vale
nada pro outro. Tem que ser bom pra vc. Isso vale pro autor também, fazer uma
obra só por grana e fama, pode não trazer realização pessoal no futuro. Claro
que se seu objetivo é grana e fama, vá em frente, não tá errado. Como eu disse,
somos livres.^^ Se conseguir aqui no Brasil me convida pra um café. hehehe
Eu andei pesquisando sobre
mangakás ocidentais nos EUA e na Europa e descobri que eles estão também
buscando novas alternativas de mostrar seus trabalhos. Por exemplo, a mangaká
Queenie, que é chinesa e publica nos EUA e já publicou em vários países,
incluindo aqui. Segundo ela, os editores americanos também têm o discursinho de
que mangá ocidental não vende. Eles não sabem como vender algo sem fandom. Ela foi
de publicação por editora para e-books que são vendidos no Amazon. Ela faturou
cerca de 140 mil dólares com o conjunto de nove obras. Agora ela está por conta
porque a editora fechou e o mercado pra ocidental tbém. Como o mercado de e-books é mais quente que
aqui, ela consegue ganhar com seus mangás, mas ainda não vive disso. O que me
parece ser a maior desvantagem que os mangakás fora do Japão enfrentam ainda. O
preconceito com as obras e o fator financeiro. Estamos em pleno processo de mudança no mundo
editorial. Toda mudança gera um desconforto e muita confusão. Foi o que
aconteceu com a indústria da música, que enfrentou o mp3. Agora a internet é uma
aliada para o sucesso de bandas que jamais seriam aceitas numa gravadora
antigamente, mas que agora geram milhões de reais sem precisar dividir o
dinheiro com as gravadoras.
No mundo artístico, é preciso ser
camaleão, ver espaço onde ninguém vê. Antes era muito difícil divulgar uma
banda sem gravadora, hoje é quase custo zero. Ou seja, no mundo do quadrinho
podemos ver a internet como uma aliada também. Todos sonham ainda em ter mangás
seus em bancas, mas será que isso já não está obsoleto? No Japão nem existem
bancas!
O custo de uma revista sempre inclui o valor que será pago nas
distribuidoras e livrarias. Será que sem isso não poderia custar 50% mais
barato? Será que ao invés de lutarem por cotas de publicação, não poderiam
lutar por um correio bem baratinho para revistas e livros comprados na
internet? Pense num quadrinho 50% mais barato e com correio irrisório. Ou seja,
temos que transformar nossas desvantagens em vantagens! E vendo o lado
positivo, talvez seja mais fácil achar soluções que ficar focado nos problemas.
Ainda vejo que muitos resistem a ideia
de publicação na internet e venda por ela também. O iniciante coloca seu mangá
na internet e já é cobrado pelos leitores de ir atrás de editora! Se ele não
consegue sofre até bullyng. Às vezes forçam o autor a fazer o impresso e ele
entra no catarse, sendo que não está pronto ainda pra assumir a responsabilidade
de trabalhar com impresso. Pode até desanimar se a empreitada não der certo.
Uns perdem o foco, tudo se transforma numa luta por monetizar. Sendo que antes
a ideia era mostrar a obra. Mas a pressão por sucesso imediato pode estragar um
bom projeto. Essa é uma das desvantagens do Brasil, a pressão por sucesso
imediato e monetização a qualquer custo. Vira uma corrida pelo ouro. Mas ganhar muito com mangá ainda é utópico e muitos correm atrás dessa utopia. A história em si e a obra ficam esquecidos nessa corrida.
E existem os dois lados dessa
pressão. Como todos sabem que ganhar dinheiro com HQ é difícil, alguns simplesmente
ficam inertes, engessados. Viram desenhistas que não desenham. Se o mercado
melhorar eles se mexem. O Brasil virou uma máquina moedora de artistas que não querem achar uma alternativa.
E por falar em alternativas, agora um autor tem como publicar sem precisar de editora, assim como as bandas andam fazendo. Se vc acha que já está bom, mas continua recebendo nãos de editoras, veja a matéria em vídeo abaixo.^^
http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/41117/Plataformas-digitais-ajudam-artistas-na-divulgacao-de-trabalhos.html
E por falar em alternativas, agora um autor tem como publicar sem precisar de editora, assim como as bandas andam fazendo. Se vc acha que já está bom, mas continua recebendo nãos de editoras, veja a matéria em vídeo abaixo.^^
http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/41117/Plataformas-digitais-ajudam-artistas-na-divulgacao-de-trabalhos.html
Em outras palavras, músicos
tocam, escritores escrevem e mangakás desenham! Essa é a vantagem de ser um
artista em qualquer lugar do mundo. É poder desenhar, mesmo com as
dificuldades.
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Penas G, Pena Maru e Saji juntas num incrível SET da DELETER! Só na loja Futago!
Set da DELETER.
Olá, queridos amigos, colegas e leitores! Finalmente o Set de penas importadas do Japão chegaram! Esse set é muito legal porque, além da Pena G, tem a pena Maru e a pena Saji ( que tbém é conhecida como Tama ou Kabura). O set vem com um cabo que serve para todas! A marca DELETER é especializada em materiais para mangá. Tem alta qualidade. Com essas três penas você pode deixar seu mangá profissional pra tentar as editoras.^^ Eu e a Shirubana usamos e aprovamos. Faz uns 3 anos que compramos nossas primeiras Penas G e até agora elas estão como novas. Nossa artefinal melhorou bastante. Fizemos um vídeo pra mostrar como é fácil usá-las. Espero que gostem. O vídeo não tá com uma qualidade muito alta porque a internet aqui estava ruim e não deu pra postar algo mais pesado. Mas acho que dá pra ver mais ou menos a diferença do traçado das penas.
Acesse a loja e adquira seu set. Infelizmente só conseguimos trazer 10 sets. Mas quem adquirir as penas vai ver como é gostoso trabalhar com material importado e próprio para mangá.
Bom, é isso. Jya!!
quarta-feira, 19 de março de 2014
Garoto X - mais um pouco sobre o Doutor Ellie
Olá amigos e leitores! Hoje eu
vou falar um pouco mais sobre Garoto X, que será meu próximo mangá pela HQM.
Mais precisamente, falarei do Doutor Ellie, que é o protagonista. Quem
acompanha meu blog sabe que Ellie é um psiquiatra.
Bom, eu tenho toda a história
desse personagem escrita. Sou muito íntima dele, pois o criei em 2006. De lá
pra cá, criei tudo sobre ele, desde seu nascimento até o momento que começa o
mangá. Tenho até a história da família dele, tudo pra que ele tenha um passado
e uma história que o torna o que é. Falando de fujoshi pra fujoshi, ele é um
seme, apesar de ter um olhar mais doce que os semes poderosos do Japão. Mas
quem ler o mangá vai entender o porquê disso. Esse desenho é um esquete, fiz
com a pena Maru e a Saji, vindas do Japão, que em breve estarão na loja do futago pra comprar.
Ellie tem 28 anos, trabalha na
clínica psiquiátrica do Dr. Bertran, que é como um pai pra ele. O nome Ellie, eu tirei da doutora Ellie do
livro do Carl Sagan, O Contato. Muito bom esse livro.^^ Mas o nome todo de
Ellie é Jonathan Ellie Castilho. Jonathan vem de seu pai e Ellie de sua mãe.
Claro que ele poderia se chamar Cláudio, Roberto, Gabriel... mas não, eu o achei
com cara de Jonathan. Perdão àqueles que sempre se preocupam do nome não soar
brasileiro. Mas o fato é que não vem de mim, vem do mundo espiritual que sopra
os nomes pra mim. Rsrs Porém, ele sempre será chamado de Ellie, que é variante
de Helena ( tocha, luz, luminosa ).
Ellie é muito sedutor/pegador, mas tem um
sério problema, ele não consegue se apaixonar por ninguém. Ou melhor dizendo,
ele não acredita no amor e por isso, não consegue se relacionar. Tudo isso tem
a ver com seu passado trágico. E nesse passado também existe uma lacuna, da
qual, ele não se lembra de nada.
As coisas ficam ruins pra ele
quando se dá conta de que perdeu a capacidade de amar, tornou-se frio. Decidido
a mudar isso, pois está infeliz, Ellie resolve voltar à sua cidade natal para
rever um antigo amigo, e nisso conhece o Garoto X, que pode mudar sua vida e
ainda descortinar seu passado.
Por enquanto é isso que posso
contar sem fazer spoiler.^^ Espero que gostem. Depois postarei uma ilustração colorida.
quinta-feira, 13 de março de 2014
Entrando pra história!
Olá, queridos leitores! Como estão? Esta é a capa do último volume do Príncipe do Best Seller. Sim! Cheguei ao final de uma série de seis volumes! Será lançado em Abril desse ano! Alguém me disse que ninguém fez isso desde Holy Avenger! Então, assim que for lançado esse volume, entro pra história do mangá nacional como a segunda mangaká a terminar um mangá no Brasil... Não trabalho pro Maurício e nem sou descendente de japoneses...kkk Não tem nenhum japinha na minha família. Não que isso tenha algo a ver, mas significa que qualquer pessoa, mesmo sem ter alguém grande por trás ou sangue nipônico pode fazer seu mangazinho tranquilamente.^^ E também descobri que assim que sair meu próximo mangá, serei a primeira mangaká nacional a publicar outra série no Brasil logo em seguida... Nunca pensei que seria eu essa pessoa. Afinal, quando criei O Príncipe do Best Seller, a ideia era fazer um zine, uma webcomic apenas. Não estava nos meus planos fazer algo inédito e muito menos nos planos da minha irmã ter o primeiro BL publicado no Brasil! Tudo que eu queria era ter um primeiro trabalho publicado. O Futago Estúdio está alcançando coisas que antes eram inimagináveis no Brasil e no nosso mercado! Valeu a pena insistir e ainda por cima passar por tudo que passamos nesse processo. Ao mesmo tempo que isso é bom, penso que Holy é um mangá antigo e de lá pra cá ninguém lançou nada em série que fosse até o final. Que coisa mais esquisita... E é mais esquisito ainda quando vejo que o negócio não é esse bicho de sete cabeças que pintavam por aí antes de eu ter a experiência de publicar. Tudo não passava de mito. Eu não morri, não passei fome, não tive a vida privada por passar horas desenhando e ainda ganhei mais dinheiro do que imaginei que iria ganhar com isso. Pelo contrário, como eu vivi nesses quatro anos. Podem dizer que tive sorte, mas não! Eu simplesmente desenhei minha série e teria terminado mesmo sem editora. Mas tenho que agradecer a Deus por ter me guiado até a HQM. Eu tinha pedido a Ele que me trouxesse um editor bom, responsável e competente. ^^ Notei que todos vão desistindo depois dos primeiros "não" de editoras, ou depois que as editoras "furam" com eles. Se eu tivesse desistido quando a Quadrix sumiu, eu certamente não estaria comemorando hoje.
Muita gente põe desculpa no fato de ser mulher e de estar sendo boicotada pelos homens e que é por isso que não conseguem... Outra coisa que eu desmistifiquei. Somos muito bem vindas pelos colegas homens, pelo menos pela grande maioria.^^ Aprendi muito com eles! Comecei a vê-los como meus senpais, eles estão no trabalho a mais tempo que eu e merecem respeito. Estou falando de grandes quadrinistas nacionais, que não são do mangá, mas nos receberam super bem. Eles sabem que o mangá é o responsável por trazer as mulheres para a leitura do quadrinho, porque afinal de contas, mangá é quadrinho tbém. Quem boicota o artista é ele mesmo. Foi essa a conclusão que cheguei. E eu vi que quem tentou boicotar o Futago, desistiu primeiro! rsrs Mesmo sem apoio de alguns colegas , nós conseguimos!
Muita gente põe desculpa no fato de ser mulher e de estar sendo boicotada pelos homens e que é por isso que não conseguem... Outra coisa que eu desmistifiquei. Somos muito bem vindas pelos colegas homens, pelo menos pela grande maioria.^^ Aprendi muito com eles! Comecei a vê-los como meus senpais, eles estão no trabalho a mais tempo que eu e merecem respeito. Estou falando de grandes quadrinistas nacionais, que não são do mangá, mas nos receberam super bem. Eles sabem que o mangá é o responsável por trazer as mulheres para a leitura do quadrinho, porque afinal de contas, mangá é quadrinho tbém. Quem boicota o artista é ele mesmo. Foi essa a conclusão que cheguei. E eu vi que quem tentou boicotar o Futago, desistiu primeiro! rsrs Mesmo sem apoio de alguns colegas , nós conseguimos!
É isso, e eu espero mostrar minha evolução na próxima obra que já está em andamento. Beijos a todos que me apoiaram e apoiaram a obra. Queria fazer uma lista de agradecimentos, mas não seria justo, afinal, eu com certeza ia deixar alguém de fora... Mas VOCÊ, sim você que está feliz por mim e pelo mangá nacional, sabe que me apoiou e eu agradeço do fundo do meu coração! Minha gratidão será eterna!^^
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Best Final chegando!
Olá, queridos amigos! Desculpem a demora para postar no blog. Mas ultimamente eu não tenho tido tempo e nem assunto... Principalmente porque só tenho trabalhado no último volume do Príncipe do Best Seller. Outro dia, um amigo meu no face, me perguntou o que eu estava sentindo chegando no final de um mangá. Nem sei bem, é um misto de alegria e tristeza, como se fosse o casamento de um filho. É ótimo, porém, ele vai morar em outra casa, e nos veremos poucas vezes. É mais ou menos isso. Ou como se formar no terceiro ano, quando não veremos mais nossos colegas e a vida de colegial acabou de vez. Em contrapartida, não vejo a hora de pegar firme no próximo mangá, que será Garoto X. É um mangá yaoi de suspense, que não tem nada a ver com O Príncipe do Best Seller. Até a arte final é diferente. Então, não sei como vão recebe-lo. Os leitores menores de idade não poderão ler esse mangá... Não é como Vitral, que menores podem ler. Mesmo assim, tô empolgada! Minha segunda obra será lançada! Tenho muitas novidades quanto a essa obra, mas não posso contar ainda. Gomen! Mas Garoto X tem algo em comum com o OPDBS, ele começa despretensioso, mas depois se transforma. E é uma trama mais psicológica. Garoto X não tem referência nenhuma com mangá nenhum ( pelo menos eu não vejo ainda ), como o Best Seller que é um mangá escolar de comédia, com visual de mangá escolar. Não sei se me entendem.^^ É baseado no conto que escrevi... Bom, é isso. Depois que tiver saído o último mangá do OPDBS, eu falo de Garoto X, com direito a ilustrações e personagens. ^^ E esse meu amigo disse pra eu continuar OPDBS. A gente sempre fala da história e eu tenho sim uma ideia, mas ainda é muito crua. Está se materializando aos poucos e quem sabe um dia, eu escreva. Pensei no Theodore, Pedro e Max no mundo dos grandes escritores, no mundo dos profissionais Best-Sellers como Paulo Lebre, onde Pedro tem que solucionar um super caso. Sempre fico imaginando as intrigas que rolam no mundo dos grandes escritores... Se no mundo dos escritores "comuns" já é uma loucura, imaginem o topo! Mas ainda é apenas isso. ^^ Com certeza, se esse mangá existir, espero estar melhor no desenho. ^^
Essa onda de calor no Brasil simplesmente judiou de mim e da minha irmã. Trabalhar assim é muito difícil, a gente até passa mal. Isso interfere na produção, a gente fica mais lento, mais cansado... Ainda bem que hoje tá menos quente e me deu até vontade de escrever no blog.^^ Estou esperando a chuva cair pra valer!
Espero que gostem do último volume, que foi literalmente suado pra fazer.
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