quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Ano Novo, de novo!

 Olá, colegas e leitores! Como estão?

Eu vou bem.  Hoje é o último dia do ano. Claro, fiz minha fezinha na Mega da Virada: um bolão com amigos e família. Só para diversão mesmo porque as chances de ganhar são poucas. Mas sonhar não custa nada, não é? 

Acho que se eu ganhesse eu realizaria alguns sonhos, como finaciar meus animes. Isso já seria um investimento muito alto. Depois compraria uma Maserati. E um piano Steinway & Sons e uma boa viola. No mais, uma casa boa e faria mais viagens. Ah! E daria um jeito de conseguir um lugar melhor para os ensaios da orquestra, com ar condicionado e um palco com acústica perfeita para apresentações.

Mas caso eu não ganhe...rsrs continuarei as metas. Mas vou incluir umas metas novas, como aprender a dizer não. Minha irmã sempre reclama disso. Então vou começar a dizer muito não. Eu sempre tento deixar tudo bom para todos, mas agradar a gregos e troianos não é possível. Vou pensar mais em mim e ser mais independente. Será difícil e eu me sinto desconfortável, mas farei esse esforço em prol a algo maior, a minha paz.

Chega de estresse! Esse ano será diferente.

Feliz Ano Novo!!

 













terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Voltei! ^^ Como fui parar em duas orquestras.

Bom dia, queridos leitores! Há quanto tempo, não é?

Ontem a noite, um amigo me ligou e disse que leu meu blog e que gostou muito do jeito que eu escrevo. Disse que parece que eu estou conversando com as pessoas. Eu achei engraçado e fiquei muito lisongeada. Mas o fato é que eu havia esquecido do blog!

Com tanta coisa acontecendo, eu dei prioridades para as outras redes sociais e acabei abandonando meu bloguinho querido.

Mas cá estou. Voltei e pretendo voltar a escrever aqui novamente. Afinal, 2026 está batendo à porta, não é mesmo? E fim de ano é aquela coisa: muitas comemorações e também momento de pensar nos planos para o ano seguinte.

Eu não via a hora de dezembro chegar, principalmente por causa das férias das aulas de música e das orquestras. Sim, estou tocando em duas orquestras e fazendo aula de viola de arco! 

Você deve estar pensando: como essa cidadã desenhista de mangá foi para numa orquestra? Sinceramente, nem eu sei...

Tudo aconteceu muito rápido. Vou tentar resumir. Mas antes vou contar sobre meu passado com a música. 

Uma das minhas ambições na vida sempre foi tocar um instrumento, criar músicas e até ter uma banda. Mas por falta de condições financeiras e de apoio ( antigamente não haviam projetos sociais como o projeto Guri), eu tive que deixar essa ambição de lado. 

Em 1992 eu entrei no concervátorio de música Fego Camargo e fiz dois anos e meio de piano lá. É um concervatório renomado do Vale do Paraíba. Mas tive que desistir do curso porque era pago. Toda vez que eu digo isso as pessoas se assustam porque a Fego hoje em dia é de graça. Ninguém lembra da época em que você tinha que pagar mensalidade e concorrer a bolsa se quisesse estudar de graça.

Eu era uma menina sem dinheiro. Não porque eu era pobre, mas a minha família, no caso, meus pais, não estavam sabendo de nada. Eles não me apoiavam e ninguém achava que era importante para mim. Na época as pessoas não eram obrigadas a pagar um salário mínimo, eu trabalhava mas não recebia o suficiente. E a inflação era tão alta que o dinheiro desvalorizava no mesmo dia! 

E estávamos em plena mudança para o plano Real. Quando a moeda mudou, em 1994 o preço da mensalidade subiu tanto que ficou inviável para mim. Saí da Fego devendo vários meses. Eu mal tinha dinheiro para a passagem de ônibus quanto mais para uma mensalidade alta!  Para piorar cancelaram as bolsas justamente no ano que eu estudava e precisava... Ou seja, pobre é humilado de forma diferente.

Então deixei os estudos de lado. Fiz violão popular, mas por falta de grana também desisti. Muitos anos depois, o meu irmão caçula, o Simon, que nasceu numa época melhor, começou a estudar teclado no projeto Guri e depois fez teatro. Eu e a Shirubana entramos num coral do professor do Simon, o Alexandre, que por coincidência era amigo do meu irmão mais velho, o Sílvio. Depois fomos para o coral da Oxiteno, uma empresa da cidade e lá fizemos muitos amigos.

Simon cresceu e queria um violino. E nós compramos um violino para ele de presente de Natal em 2010. Mas a gente não entendia nada desse instrumento e acabamos comprando um violino muito pequeno, 3/4. Mas ele começou a aprender bem o instrumento. Aprendeu sozinho. E a Shirubana também gostou do instrumento e começou a tocar também. E uma amiga do Simon vendeu seu violino para ela. Os dois começaram a tocar juntos e eu ficava no teclado. A gente só ensaiava músicas de Natal para torturar a família no fim do ano. Era muito divertido. O Sílvio comprou um teclado do Alexandre e começou a ter aulas com ele. Até temos um vídeo onde o irmão mais velho toca Noite Feliz com a gente.

Num dado momento, o Simon trocou seu primeiro violino por uma viola de arco. Por ser maior ele achou que se daria melhor nela, porém ele queria o violino e deixou a viola guardada, apesar de ter conseguido tocar um pouco. A viola é parecida com o violino, mas as cordas têm outras notas, não é a mesma coisa.

Anos depois veio  a Pandemia, meu irmão Silvio morreu de covid na segunda onda em 2021 e deixou um apartamento. O Simon foi morar lá em 2022 e nós ficamos todos tão deprimidos que não tínhamos força para tocar no Natal. Mas numa das nossas visitas ao apartamento, em dezembro do mesmo ano, eu vi a viola na estante do quarto do Simon. Deitadinha lá, abandonada. Eu olhei para ela com outro olhos e ela me olhou de volta.

Eu sempre brinco que violinistas escolhem seus violinos, mas violistas são escolhidos por suas violas.

Eu disse: Simon, acho que vou tentar tocar a viola. Você me empresta? 

Ele ficou feliz e no dia seguinte já me levou a viola e as partituras, com escalas de 3 oitavas... Era a clave de dó. Eu lia as claves de Sol e de Fá, mas a de dó eu só sabia que existia. 

Eu lembro que passei a noite toda olhando para  a viola, não consegui dormir pensando como eu iria começar. Não sei explicar, algo me dizia que aquela seria uma nova jornada. 

Para minha surpresa, eu conseguir ler a clave de Dó sem problemas. Não lia fluente ainda mas achei as notas, o problema era saber onde ficava cada nota nas cordas. Eu estava meio perdida. Usar o argo para tocar era como ter pés no lugar das mãos, um desastre!

Foi então que o Simon inscreveu eu e a Shirubana no Centro Cultural, onde ele estava estudando de graça com o professor João. Ele tinha tentado vaga por dois anos lá antes de conseguir. E tinha evoluído muito em um ano. 

Na hora eu pensei: Meu Deus! E se eu passo? Eu estou velha demais para estudar música... Desde a Fego se passaram mais de 30 anos! 

Eu fui pesquisar na internet quanto tempo alguém adulto levava para aprender a tocar violino ou viola e vi que para adultos era algo muito difícil. Não era impossível, mas era difícil. Eu lembrei da minha professora de música dizendo que o violino era o instrumento mais difícil de todos... Mas o Simon tocava e ele também não começou com 4 anos de idade... 

E não é que passei? A Shirubana ficou numa lista de espera, mas eu passei. Em fevereiro de 2023, aos 48 anos eu fui ter a minha primeira aula no centro cultural de Taubaté. 

Lá, conheci meu professor, o Ronilson que por coincidência ( e eu não acredito em coincidência) ele era violista e não violinista! Achei fantástico!

Com eu já lia a clave de dó ele ficou feliz. Um dia falei da minha irmã que tocava violino. Ele olhou na lista e viu que ela estava em primeiro lugar, só esperando uma vaga. E ele tinha uma vaga! E acabou que ela começou a estudar também. E por coincidência, uma hora antes de mim. Praticamente fazemos aulas juntas!

Alguns meses se passaram e o professor nos colocou na orquestra que ele estava fazendo como parte do curso. Tivemos que entrar e assim começou nosso martírio. No mesmo ano tivemos a primeira apresentação no Centro de Eventos de Tremembé. 

Gente! Era uma luta! Tocar não é fácil, tocar em grupo é uma tarefa árdua. 

Com o tempo fomos nos adapitando ao negócio. E até tocamos no Teatro Metrópole de Taubaté, onde até artistas renomados têm dificulade de conseguir. 

No começo de 2025, entramos para uma orquestra filarmônica, a OFIPI, recém criada. Depois eu conto detalhes de como fomos parar lá. E na "cagada" tocamos no auditório Gláudio Santoro em Campos do Jordão, no festival de inverno. 

E agora temos convites para entrar em outras orquestras! Sim, amigos, nós, as senhoras jovens geriátricas, estamos numa carreira musical totalmente desenfreada! 

E nesse final de ano, tocamos com a banda do professor Lucas, de teroria musical. Sim! Estamos fritando o cérebro em aulas teóricas... Fizemos até técnica vocal com o professor Lucas.

Mas então, e os desenhos? Bom, esse ano o estúdio completou 15 anos, mas desde a Pandemia estamos um pouco paradas. Porém, resolvemos voltar com tudo. Afinal, tivemos muitos problemas e a música foi uma espécie de fulga que ficou séria,rsrs. 

Agora estamos voltando a planejar o futuro dos nossos mangás. No próximo post eu vou falar sobre isso. Aliás, pretendemos voltar a fazer podcasts. Aguardem!